Financiar um imóvel: conheça os documentos necessários

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O desejo de possuir um imóvel e poder chamar de seu, atravessa gerações e é tido por muitos como a maior conquista que alguém pode alcançar. Você está pensando em financiar um imóvel? Então esse texto foi feito para você.

Com o passar dos anos, surgiram inúmeras formas de possibilitar essa aquisição, mesmo para aqueles que não possuem o dinheiro todo em mãos. Hoje em dia o financiamento é a mais procurada. 

O financiamento imobiliário possibilita a compra do imóvel, seja ele para moradia ou investimento e no artigo de hoje você acompanha um pouco sobre essa modalidade e os documentos que você precisa para financiar o seu imóvel. Acompanhe.

Por que comprar um imóvel?

Existem inúmeros motivos para adquirir um imóvel, podendo ser a moradia ou até mesmo a rentabilidade financeira.

É importante ressaltar que o imóvel é um bem durável, ou seja, ao fazer um investimento imobiliário, você não está apenas comprando um bem para o seu desfrute, mas suas próximas gerações, como filhos e netos também poderão usufruir deste bem.

O mesmo poderá ser alugado e assim gerar uma renda permanente, possibilitando o pagamento de seu financiamento e ainda sobrar um bom capital.

Lembrando que no mercado imobiliário sempre há valorização a médio e longo prazo, desta forma, através do seu investimento seu patrimônio estará em constante valorização.

Financie seu imóvel

Ao falarmos de financiamento imobiliário, mencionamos grande parte dos brasileiros, afinal, o cenário mercadológico atual faz com que o pagamento de um imóvel à vista seja uma realidade privilegiada, possível apenas a um grupo seleto de pessoas.

Ao olharmos para este cenário, com as diversas oportunidades de linha de crédito e parcelamento oferecidas pelas diversas instituições financeiras, hoje tem sido possível adquirir imóveis com taxas de juros mais baixas e pagamentos mais acessíveis.

Mas o que é de fato e como realmente funciona um financiamento imobiliário e qual das opções disponíveis no mercado imobiliário mais combina com o seu perfil de comprador? 

O que é um financiamento imobiliário?

O ato de financiar um imóvel, consiste em pegar dinheiro emprestado de uma instituição financeira para poder pagar pelo mesmo a prazo.

O setor imobiliário, de maneira geral, trabalha da seguinte forma: o interessado paga uma entrada e solicita à instituição financeira o crédito para pagar o restante da propriedade. O valor do empréstimo destina-se ao pagamento à vista do imóvel, e o comprador faz um contrato de pagamento parcelado com o banco.

Para emprestar o dinheiro, a instituição realiza uma análise financeira do comprador. O percentual de financiamento varia de acordo com o perfil do cliente, o valor da casa ou apartamento, e também da renda mensal. 

De forma alguma, o valor da parcela pode comprometer mais do que 30% do que o comprador, ou que os compradores, ganham por mês.

Conhecendo as principais formas de financiamento imobiliário no Brasil

Bem, agora que já sabemos como funciona um financiamento, chegou a hora de entendermos as diversas formas praticadas pelo mercado imobiliário brasileiro. O compreendimento delas é essencial para quem deseja financiar um imóvel. São elas:

Sistema PRICE

Esse sistema foi criado ainda no século XVIII pelo francês Richard Price, que deu nome ao modelo. 

Ele foi desenvolvido com o objetivo de viabilizar o pagamento de pensões e aposentadorias e foi adotado pelo mercado financeiro com o passar dos anos. Hoje tornou-se uma das mais importantes formas de parcelamento de compras a prazo, assim como o Sistema de Amortização Constante.

Nesse modelo de pagamento do financiamento, as primeiras prestações são compostas, na maior parte, por juros. Progressivamente, enquanto as parcelas vão avançando, os valores de amortização dentro das prestações aumentam e os juros diminuem. 

No entanto, o preço das mensalidades continua sempre o mesmo, da primeira à última, apenas tendo suas composições alteradas.

Pelo andamento desse método, ele também é chamado de amortização crescente. Por exemplo: no início do pagamento, 80% de uma prestação serve para amortizar o valor do imóvel, enquanto, na última parcela, pode-se ter 95% do preço ou mais destinado à amortização.

Em resumo, é um sistema de amortização em que as parcelas do empréstimo possuem valores iguais. Esse sistema está presente na maioria das compras parceladas, em que o preço à vista da mercadoria é diferente do total parcelado com os juros compostos embutidos.

Sistema SAC

O sistema de amortização constante (SAC), como o próprio nome indica, tem como característica principal o fato de manter o mesmo valor de amortização até a última parcela. 

Dessa forma, como os juros são calculados sobre o saldo devedor, a prestação ficará menor com o passar dos meses.

No entanto, assim como na tabela PRICE, é possível que aconteçam correções monetárias. Aqui, elas podem ser de dois tipos: pré-fixada ou pós-fixada. A primeira é determinada pela empresa no momento da assinatura do contrato e costuma ter um valor maior.

Já a correção pós-fixada é feita por um indexador do mercado, geralmente a Taxa Referencial (TR), e varia conforme a situação econômica do país. Em momento de alta inflação, existe um risco de as correções também aumentarem.

O SAC, como a prestação reduz de forma gradativa, é muito popular por oferecer mais segurança para o caso de acontecer algum imprevisto no futuro, como uma redução da renda familiar, por exemplo.

Diferenças entre o cálculo PRICE e SAC

Como visto, na Tabela Price, as parcelas são sempre fixas. E este é um sistema em que a maior parte da primeira prestação é composta por juros. Assim, durante o financiamento, o valor pago em juros diminui e o valor pago em amortização aumenta, sem que o valor da parcela se altere.

Já no caso do SAC, o valor de amortização durante o financiamento permanece o mesmo, mas o que diminui é o valor pago em juros, o que permite uma redução do valor da prestação durante o contrato.

Na amortização constante, todas as prestações são compostas por um valor igual destinado à quitação exclusiva do valor do bem comprado, enquanto pela Tabela Price esse percentual é crescente.

Quanto às parcelas, fixas no método de amortização crescente, pela Tabela SAC passam a ser decrescentes. Isso ocorre por conta de uma semelhança entre as tabelas: os juros decrescem. Pois, conforme o valor devido pelo patrimônio diminui, a incidência de juros acompanha.

Em resumo, com a tabela SAC, a parcela cai porque da primeira até a última há uma diminuição progressiva dos juros, enquanto a Price tem como principal característica o fato de as parcelas serem constantes durante todo o período em que o bem é financiado.

Sistema SACRE

O Sistema de Amortização Crescente é uma mistura do Sistema PRICE e do SAC.

As prestações sobem durante um determinado intervalo de tempo, até chegar a um ponto, a partir do qual vão diminuindo.

Nesse tipo de sistema há também reajuste pela TR, que na maior parte dos contratos substitui a correção monetária.

O Sistema SACRE implica numa prestação inicial muito alta. Por outro lado, esse valor vai diminuindo, facilitando a vida financeira do devedor no longo prazo.

As amortizações vão subindo, ao passo que os juros caem ao longo dos anos, uma vez que o saldo devedor diminui sempre. A vantagem das prestações decrescentes é que o risco de inadimplência, comparado ao Sistema PRICE, é infinitamente menor.

Passo a passo para financiar um imóvel

1.       Atenda aos pré-requisitos

Os pré-requisitos gerais são a maioridade civil, comprovar renda suficiente para indicar a sua capacidade de quitar as prestações e não ter o seu nome incluso em órgãos de proteção ao crédito (SPC, SERASA entre outros).

 2.       Faça a simulação do financiamento

Essa etapa pode ser feita rapidamente online, no site do próprio banco.

Há diferentes bancos no mercado oferecendo pacotes de financiamento, o que significa que as taxas de juros e condições de pagamento mudam de acordo com a instituição financeira.

3.       Faça o cadastramento: 

Para fazer a solicitação do financiamento, no primeiro momento será pedido a entrega de documentos pessoais para que o processo de análise de crédito comece. 

Inicialmente, os documentos que devem ser levados para a instituição financeira são o RG e CPF, originais e cópias, comprovante do estado civil e comprovante de renda. 

Se você estiver em união estável ou for casado, leve também a documentação de seu parceiro. Outros documentos são pedidos após o início da solicitação de financiamento, a qual discutiremos mais abaixo.

4.       Análise de crédito

Após a entrega de sua documentação inicial na instituição bancária escolhida, as suas informações passarão pela análise de crédito.

Na análise de crédito, o banco confirma as suas informações, verifica se o seu nome é cadastrado na lista de restrição ao crédito, e analisa se a sua renda é suficiente para quitar a dívida do financiamento.

É do interesse do banco que você cumpra a sua obrigação no futuro, por isso cada aspecto é levado em consideração antes da pré-aprovação do financiamento.

Geralmente, o valor do financiamento concedido não pode comprometer mais do que 30% de sua renda em suas parcelas.

5.       Avaliação do imóvel

O processo de financiamento de imóvel é burocrático, não sendo concluído na sua primeira visita ao banco. 

Você deverá apontar qual é o imóvel que você deseja financiar e o seu valor, o qual passará por uma avaliação feita pelo próprio banco para confirmar o valor demonstrado por você. 

O prazo do laudo é de aproximadamente 15 dias para ser concluído. É nesse momento que o banco também analisa outros documentos pertinentes ao vendedor para certificar-se que o imóvel não tem nenhuma pendência judicial ou legal.

6.       Assinar o contrato

Depois da confirmação do valor, bem como de outros detalhes sobre o imóvel, o banco entrega o contrato para ser assinado por você e o seu vendedor.

Esse contrato deve ser registrado em um Cartório de Registro de Imóvel, o qual torna você legalmente reconhecido como o proprietário do imóvel.

Para registrar o imóvel, é necessário que você pague o valor correspondente na tabela. O custo do registro do imóvel varia de acordo com cada estado e de acordo com o valor do imóvel. Além disso, também incide o ITBI, Imposto de Transmissão de Bens de Imóvel. 

7.       Pagar as parcelas

A partir desse momento, você deverá cumprir o financiamento do imóvel nas formas e condições estabelecidas no contrato.

Como o financiamento de imóvel é uma linha de crédito de longo prazo, as parcelas do financiamento poderão durar até 35 anos.

Se você quiser quitar o financiamento de imóvel antes, você deverá entrar em contato com o banco para se informar do valor total da dívida, com a cobrança dos juros proporcionais, atualizado para a nova data de liquidação. O valor do financiamento pode ser pago com moeda nacional ou saldo do FGTS.

8.       Registrar o termo de quitação

Por fim, após cumprir o contrato de financiamento de imóvel, a instituição financeira emite o termo de quitação de imóvel.

Este documento é a prova legal de que você concluiu o contrato, não recaindo sobre o seu imóvel qualquer pendência financeira com o banco. 

Através do registro do termo de quitação de imóvel no Cartório de Registro de Imóvel, você poderá solicitar a averbação da quitação na matrícula do imóvel, o que possibilita a transação do bem para terceiros.

Documentos necessários para financiar um imóvel

Cada instituição pode fixar a lista de documentos ao comprador. Em geral são solicitados os seguintes documentos:

  • RG (Carteira de Identidade), original e cópia
  • CPF (Cadastro de Pessoa Física), original e cópia
  • Comprovante de estado civil, cópia e original
  • Comprovante de renda, original e cópia
  • Certidão Conjunta Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União.

No caso de autônomos, podem comprovar renda por meio do contrato de prestação de serviços, declaração do Imposto de Renda, declaração do sindicato da categoria, recibo de recebimento por trabalhos prestados ou uma Declaração Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore), feita por contador.

Encontre o melhor negócio para você

Agora que você já sabe de tudo que precisa para financiar um imóvel, é hora de verificar possibilidades de negócios e estudar todas as chances que a sua região lhe oferece para que você possa investir.

Lembrando que é necessário estar em dia com órgãos credores e também com sua documentação.  

E aí, já sabe que qual melhor forma de financiamento se encaixa no seu perfil? Se tiver alguma dúvida, deixa aqui nos comentários que a equipe da Salute Imóveis é especialista no negócio.

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